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EMIR KUSTURICA

Terça-feira, 27.11.07
 
 
 
 
Emir Kusturica é mais conhecido por produções cinematográficas como Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios (de 1985), Arizona Dream (de 1993 e considerado por muitos críticos como a sua obra-prima) e Underground (de 1995, com o qual obteve mais uma Palma de Ouro). Contudo, além da excelente carreira na sétima arte, Emir Kusturica também mostra talento musical com a NO SMOKING ORCHESTRA.
 
 
 
 
EMIR KUSTURICA & THE NO SMOKING ORCHESTRA


 
 
Simplesmente alucinante...
 


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publicado por teresworld às 14:29

HERBERTO HELDER

Terça-feira, 27.11.07

 

 

 

 

HERBERTO HELDER

 

Nasceu no Funchal (Madeira) a 23 de Novembro de 1930. Frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa. Colaborou em diversas revistas de poesia. Tradutor, poeta e ficcionista. Indiscutivelmente, um dos grandes poetas portugueses, com um exímio domínio da linguagem. 

  

 

 

                 

       

 

  

Aos amigos

Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
-Temos um talento doloroso e obscuro.
construímos um lugar de silêncio.
De paixão.

 

 

         Herberto Helder, Poesia Toda, Assírio & Alvim, 1996

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publicado por teresworld às 10:01

A FONTE

Quinta-feira, 22.11.07

 

 

 

 

 

 

 

 

A fonte que jorra de mim esvaisse

e um pequeno fio desliza

percorrendo os espaços vazios

lentamente sem vivacidade

acariciando monotonamente o nada

funestas e sombrias

as sombras assombram-me...

 

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publicado por teresworld às 23:34

DESPIDA

Segunda-feira, 19.11.07

 

 

)

 Falling leaves - Oil/Canvas (70x50)
Marianna Smolkina

 

 

 

Árvores despidas

como despido o Outono da

minha alma

 

 

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publicado por teresworld às 09:47

NÃO ENTRES DOCILMENTE ...

Terça-feira, 13.11.07

 

 

 

Still Place by Katherine Kean, oil painting



Não entres docilmente nessa noite serena,
porque a velhice deveria arder e delirar no termo do dia;
odeia, odeia a luz que começa a morrer.


No fim, ainda que os sábios aceitem as trevas,
porque se esgotou o raio nas suas palavras, eles
não entram docilmente nessa noite serena.


Homens bons que clamaram, ao passar a última onda, como podia
o brilho das suas frágeis acções ter dançado na baía verde,
odiai, odiai a luz que começa a morrer.


E os loucos que colheram e cantaram o voo do sol
e aprenderam, muito tarde, como o feriram no seu caminho,
não entram docilmente nessa noite serena.


Junto da morte, homens graves que vedes com um olhar que cega
quanto os olhos cegos fulgiriam como meteoros e seriam alegres,
odiai, odiai a luz que começa a morrer.


E de longe, meu pai, peço-te que nessa altura sombria
venhas beijar ou amaldiçoar-me com as tuas cruéis lágrimas.
Não entre docilmente nessa noite serena.
Odeia, odeia a luz que começa a morrer.


Tradução
FERNANDO GUIMARÃES


Dylan Thomas

(1914-1953)

(in «A Mão ao Assinar este Papel",
Assírio & Alvim, 1998)

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publicado por teresworld às 10:30

DYLAN THOMAS

Terça-feira, 13.11.07

 

 

 

DYLAN THOMAS

Dylan Thomas oil/canvas 100x710cm

by GORDON DICKINSON

 

 

 

Dylan Thomas (1914-1953). Um dos mais importantes poetas universais do século XX, natural do País de Gales, foi um incompreendido em vida (faleceu aos trinta e nove anos), mas a qualidade soberba da sua Obra salvou-o para a História da Literatura. Hoje é estudado em Universidades, cantado por vozes de diferentes continentes e até o famoso Bob Dylan usou o seu sobrenome como pseudónimo artístico. Saído de uma escola literária que teve autores como T. S. Eliot, Edith Sitwell, W. H. Auden ou Stephen Spender, não deixou, infelizmente, uma obra vasta à Humanidade. Mas a sua poesia, intensa, contemporânea, plena de vivência dos sentidos, toca a sensibilidade de gerações e está viva, em muitas línguas do globo, incluindo a portuguesa. «Deaths and Entrances" (1946) é um dos seus livros mais conhecidos, a par com os seus «Collected Poems» (1934-1952). É um dos ícones culturais do século passado.


 

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publicado por teresworld às 10:27

TELHADO DOURADO

Segunda-feira, 05.11.07

 

 

 

 

 

 

Quero entrar naquele quadro pendurado

Na sala de estar

Saltar naquela terra sedenta

Esconder-me na casa de telhado dourado

Deitar-me de papo para o ar

E sorver aquele tom laranja

No horizonte desenhado

E sonhar, sonhar

 

Que foi sempre este o cenário

Que naquele quadro não existiram

Crianças esquartejadas

Por mercenários sanguinários

Que não penduraram cabeças cortadas

Como gloriosos cantavam os soldados regressados

Que a guerra agora terminada

Não ensanguentara a terra sedenta

Não destruíra a casa de telhado dourado

E a cor do horizonte não era senão vermelho derramado

Quero entrar naquele quadro pelo meu pai pintado

 

 

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publicado por teresworld às 15:08





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