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AFAGO

Terça-feira, 31.07.07

 

 

 

Choro

Sentindo um eco estranho

Um ruído lá fora

Como se eu estivesse dentro

De repente descubro

As lágrimas não são gotas d'água

São ruídos surdos

São gritos calados, sufocados

Sou uma covarde

Por isso choro silenciosamente

Com receio que me escutem

Os suspiros abafados são alarmes

Não consigo controlar o meu respirar

O medo vibra no meu corpo

Como se um morto me tentasse agarrar

Secaram-se as lágrimas

Cessaram-se os ruídos

Finalmente encontrei um esconderijo

Num afago doce

Quase esquecido

 

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publicado por teresworld às 10:46


5 comentários

De cindamoledo a 31.07.2007 às 15:13

Lindo. Gostei imenso. Como é bonita a poesia. Um xi-coração da cinda

De Cöllyßry a 31.07.2007 às 18:02

Um afago mesmo calado, acalenta o chora de Alma...

Meu doce beijo

De Emanuela a 01.08.2007 às 01:36

Lindo poema. Cheio das dores que sempre nos assombram. Um beijo!

De V.A.D. a 01.08.2007 às 01:44

Fragilidades, dores, momentos de temor... Só quem não sente não passa por tudo isto...
Um poema tocante e muito bonito.

Um beijo...

De Solange a 20.08.2007 às 01:15

passando por aqui.....
muita coincidência..
hoje postei no meu blog sobre a tristeza que eu estava sentindo.....
Beijos...
ah...meu blog..www.orestoehsilencio.blogspot.com

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